WK Conquista Prêmio Sul de Energia

SE AINDA NÃO SÃO TODAS as empresas que estão suficientemente atentas à necessidade de conservar energia, pelo menos algumas das maiores companhias catarinenses formam o que se poderia chamar de um seleto grupo atento ao problema.

Quaresma cita como exemplos empresas cerâmicas, como a Eliane Revestimentos Cerâmicos; metalúrgicas e mecânicas, como Weg, Embraco e Electro Aço Altona; além da Termotécnica, de Joinville. Mas a WK Sistemas de Computação, produtora de softwares de gestão empresarial, com sede em Blumenau (SC), prova que economizar energia não é importante apenas para grandes fábricas, com seus motores ou fornos potentes. “Todos devem economizar”, diz Werner Keske, sócio-gerente da empresa. Ele lembra que o consumidor residencial, que não presta atenção ao gasto excessivo nos horários de ponta, também tem culpa no cartório.

A companhia apelou à criatividade para estimular a formação de uma cultura de economia de energia em seu time, que usa 113 computadores e 138 monitores. Antes mesmo de se falar em crise de energia, ao criar o plano de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para sua equipe, a WK incluiu os gastos com a conta de luz nos itens avaliados para definição dos lucros a serem distribuídos. Quando a fatura é reduzida ou permanece estável em relação ao mesmo semestre do ano anterior, o índice de participação nos lucros, que pode chegar a 10%, sobe 0,5 ponto percentual. “O pessoal deixava os micros e as luzes ligados na hora do almoço. Agora os monitores dos computadores e as lâmpadas são desligados”, conta Keske.

Além de estimular a cultura da racionalização, a empresa também investiu cerca de 30 mil reais nos escritórios para cortar despesas com energia. Por exemplo, comprou 310 lâmpadas e 155 luminárias com refletores, instalou interruptores individuais para as lâmpadas, trocou reatores, pôs temporizadores e sensores de presença, substituiu 18 dos 33 condicionadores de ar, instalou película protetora nas janelas, além de melhorar o isolamento térmico do prédio.

Com tudo isso, a WK, que em 2000 gastou 111.711 kWh, reduziu esse gasto para 101.806 kWh no ano passado.
O consumo em 2002 deve ficar em 99.383 kWh, apesar do crescimento do número de funcionários.

A média de gasto anual por funcionário, que em 2000 era de 1.745 kWh, baixou 23%, cainda para 1.343 kWh.