Por que a sua empresa deve apresentar a Demonstração do Fluxo de Caixa?

Há conhecimentos básicos para que a gestão de uma empresa alcance o sucesso. Entre eles estão saber quais são as movimentações financeiras do caixa e mantê-las todas organizadas. A melhor forma de fazer isso é por meio da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), um relatório que serve para mostrar, em detalhes, qual é o resultado entre as entradas e saídas efetivas do caixa da empresa durante um determinado período de tempo.

Esse relatório é obrigatório para sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2 milhões. Ele passou a vigorar em 1º de janeiro de 2008, por meio da Lei 11.638. Para as pequenas empresas, a DFC também é de elaboração obrigatória, mas por causa das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC TG 1000).

Entretanto, independentemente do porte da empresa, a DFC é uma ferramenta fundamental para o controle interno das finanças, pois ela permite avaliar o ciclo financeiro do empreendimento de maneira constante. Com isso, se ocorrer algum problema, o empresário consegue renegociar contratos com fornecedores e clientes e equilibrar o capital de giro, sem a necessidade de recorrer a empréstimos ou, pior, ficar com dívidas em aberto.

Esse acompanhamento diário do caixa é só uma das vantagens da Demonstração do Fluxo de Caixa. Há várias outras que vão muito além da obrigação. E é justamente sobre elas que falaremos neste texto. Como bônus, o fim do artigo, vamos dar uma dica de como fazer a DFC de uma maneira simples e prática. Vamos lá!

Vantagens de fazer a Demonstração do Fluxo de Caixa

Como falamos, mesmo que a sua empresa não seja obrigada a apresentar a Demonstração do Fluxo de Caixa, é importante fazer um esforço para manter essa ferramenta ativa, pois ela é essencial para uma gestão financeira e contábil de sucesso. Como é elaborada em períodos determinados, ela traz o retrato real daquele momento e, por intermédio dessas informações, pode ser traçado um planejamento financeiro para o futuro.

Confira algumas vantagens que a DFC traz para uma empresa e que vão além da sua obrigatoriedade:

  • Reduz as chances da empresa não honrar seus compromissos por não ter dinheiro suficiente em caixa;
  • Tem transparência para investir os recursos financeiros em aplicações ou ampliar a estrutura da própria empresa;
  • Aliada às demonstrações financeiras, possibilita avaliar prazos dos fluxos de caixa, sua estrutura financeira e também as variações nos ativos líquidos;
  • Permite a avaliação da habilidade da empresa produzir recursos, assim como de comparar o valor presente e futuro do caixa, evitando a insolvência por parte da organização;
  • Possibilita a comparação das informações do fluxo de caixa de diferentes períodos para, assim, avaliar da melhor forma as condições dos caixas futuros.

De forma resumida, podemos dizer que a DFC evidencia o confronto entre as entradas e saídas de caixa, verificando se haverá sobras ou faltas de dinheiro. Isso permite ao empresário decidir, antecipadamente, se a empresa vai fazer empréstimos ou investimentos, e ainda, ajuda-o a avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas e seus reflexos financeiros.

Planejamento orçamentário

Como montar uma Declaração de Fluxo de Caixa

A DFC pode ser elaborada por dois métodos diferentes: direto e indireto. As empresas listadas na bolsa de valores usam o método indireto, uma vez que elas são obrigadas por lei a elaborarem a demonstração. Fora isso, você pode escolher aquele que melhor se encaixe no dia a dia do seu negócio.

Seguindo as tendências internacionais, esse relatório pode ser incorporado às demonstrações contábeis tradicionalmente publicadas pelas empresa ― não necessariamente precisa ser um documento separado. Porém, a DFC obrigatoriamente precisa ter três grandes áreas:

  1. Atividades operacionais: são as receitas e despesas resultantes da industrialização, comercialização ou prestação de serviços de uma empresa.
  2. Atividades de investimento: são os gastos feitos no realizável em longo prazo, em investimento, no imobilizado ou no intangível, bem como as entradas por vendas dos ativos.
  3. Atividades de financiamento: são os recursos obtidos do passivo não circulante e do patrimônio líquido. Devem ser incluídos aqui os empréstimos e financiamentos em curto prazo. As saídas correspondem à amortização dessas dívidas e os valores pagos aos acionistas a títulos de dividendos, distribuição de lucros.

Com esses três conceitos em mente, vamos ver como funcionam os métodos direto e indireto de apresentação da Demonstração do Fluxo de Caixa.

O método direto consiste na apresentação do fluxo de caixa por meio de seu valor bruto, ou seja, o valor original, aquele que realmente entrou ou saiu do caixa (pagamentos e recebimentos), sem reduções. Neste método, o início da DFC se dá pelo recebimento das vendas. Veja um modelo:

Fluxo de caixa – Método Direto
Das atividades operacionais
(+) Recebimentos de clientes e outros
(-) Pagamentos a fornecedores
(-) Pagamentos a funcionários
(-) Recolhimentos do governo
(-) Pagamentos a credores diversos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) atividades operacionais
Das atividades de investimento
(+) Recebimento de venda de imobilizado
(-) Aquisição de ativo permanente
(+) Recebimento de dividendos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) atividades de investimento
Das atividades de financiamento
(+) Novos empréstimos
(-) Amortização de empréstimos
(+) Emissão de debêntures
(+) Integralização de capital
(-) Pagamento de dividendos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) atividades de financiamento
Aumento / Diminuição nas disponibilidades
DISPONIBILIDADES – no início do período
DISPONIBILIDADES – no fim do período

O método indireto determina que o fluxo deve ser demonstrado a partir do lucro líquido. Lembrando aqui que o valor líquido consiste na movimentação do fluxo de caixa depois de realizadas algumas deduções, como amortizações e depreciações. Confira o modelo:

Fluxo de caixa – Método Indireto
Das atividades operacionais
(+) Lucro líquido
(+) Depreciação
(-) Perda cambial
(+) Renda de investimentos
(-) Despesas de juros
(+) Aumento nas contas a receber de clientes e outros
(+) Diminuição nos estoques
(-) Diminuição nas contas a pagar – fornecedores
(+) Caixa proveniente das operações
(-) Juros pagos
(-) Imposto de renda e contribuição social pagos
(-) Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos
(=) Caixa líquido (consumido / gerado) nas atividades operacionais
Das atividades de investimento
(-) Aquisição de ativo permanente
(+) Recebimento pela venda de imobilizado
(+) Juros recebidos
(+) Dividendos recebidos
(=) Caixa líquido (consumido / gerado) nas atividades de investimento
Das atividades de financiamento
(+) Novos empréstimos
(-) Amortização de empréstimos
(+) Aumento de capital
(-) Dividendos pagos
(=) Caixa líquido (consumido / gerado) nas atividades de financiamento
Aumento / Diminuição de disponibilidades
Caixa e equivalente de caixa no início do período
Caixa e equivalente de caixa no fim do período

O que a tecnologia pode fazer por sua empresa no caso da DFC

Como todo empresário bem sabe, hoje em dia a tecnologia tem solução para tudo. E não seria diferente quando falamos na Demonstração do Fluxo de Caixa. Por se tratar de um relatório que é obrigatório para algumas empresas e fundamental para uma gestão financeira e contábil de sucesso de todas elas, há no mercado vários softwares que automatizam sua elaboração, facilitando sua visualização e análise.

E existe o ERP que não é qualquer ERP, desenvolvido pela WK Sistemas, que oferece aos empresários e gestores uma apresentação completa da DFC, tanto pelo método direto quanto pelo indireto, dando uma visão ampla e geral de todas as entradas e saídas, incluindo ou não as amortizações e depreciações. Com os módulos Financeiro e Contábil do ERP Radar Empresarial, sua empresa tem o controle das finanças na palma das mãos.

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