Tecnologia adequada para gestão facilita implantação das novas regras do IFRS

As empresas brasileiras estão diante de um novo modelo de contabilidade. O IFRS, sigla derivada da expressão International Financial Reporting Standards, compreende um conjunto de normas internacionais que padronizam os procedimentos contábeis em nível internacional, sendo adotado também pelo Brasil. As demandas advindas do IFRS impactam diretamente em dois segmentos da área de prestação de serviços: as empresas contábeis e as desenvolvedoras de softwares de gestão, ligadas diretamente à operacionalização das novas normas.

As novas regras relacionadas ao IFRS vem sendo implementadas desde 2008, abrangendo as empresas Limitadas de grande porte, além das S.A. e empresas de pequeno e médio portes. Estanislau Mário Balzan, Diretor de Marketing da WK Sistemas, líder no desenvolvimento de sistemas contábeis no país e pioneira no desenvolvimento de soluções adaptadas para atender esta nova realidade contábil, comenta o trabalho desenvolvido na WK Sistemas: “Formamos um grupo técnico no momento em que foram definidos os critérios de implantação do IFRS direcionados às PMEs. Devido ao nosso know how pioneiro em soluções contábeis no Brasil, tanto nossos sistemas contábeis quanto os demais módulos do ERP Radar Empresarial agregaram funções que conferem total tranquilidade às empresas no que tange a adaptação e atendimento das exigências do IFRS. Nossas soluções permitem que as demandas do IFRS sejam cumpridas com o mínimo esforço e índice zero de retrabalho”.

Balzan enfatiza que a implantação do IFRS poderá afetar drasticamente a rotina contábil das empresas que não possuírem a tecnologia adequada para gestão de seu negócio, pois a contabilidade passa a ter duas visões, a “tradicional fiscal” e a nova visão de “contabilidade societária”. “É indispensável que os sistemas de gestão estejam completamente integrados, desde o operacional até a área contábil para que os demonstrativos exigidos pelo IFRS possam ser gerados”, ratifica.

Atender as exigências legais do governo e entidades de classe vem obrigando as empresas a promoverem a informatização de seus processos. Sendo assim, muitos procedimentos operacionais terão sua eficiência maximizada devido ao uso de sistemas de gestão integrados (ERPs). No entanto, vale lembrar que apenas possuir a tecnologia mais adequada não é o suficiente, uma vez que serão necessárias também mudanças na cultura organizacional, adaptações em processos, treinamentos e reformulações de equipes. Estas mudanças influenciarão, mesmo que de maneira forçada, positivamente as organizações, levando o Brasil a um novo patamar de qualidade em termos de gestão empresarial. “O IFRS, assim como o projeto SPED, contribuem para dar mais consistência e transparência aos resultados das empresas”, conclui Balzan.

CONTABILIDADE GLOBALIZADA
Com a globalização e a abertura da economia mundial, surgiu a necessidade de uma padronização das demonstrações financeiras das empresas. O objetivo é deixar o resultado contábil das empresas mais claro, independentemente do país em que estejam. Desta forma, investidores, governos ou instituições financeiras de qualquer país podem avaliar negócios com base em informações de leitura uniformizada e compreensível.

O modelo IFRS foi adotado inicialmente pelos países da União Européia a partir do final de 2005 com o objetivo de harmonizar as demonstrações financeiras consolidadas. O resultado foi altamente positivo e a medida foi aceita pela comunidade financeira mundial. Atualmente, diversos países têm intensificado o trabalho para a convergência das normas contábeis.

O Brasil passou a adotar o IFRS a partir da publicação da Lei 11.638/07 e da Resolução CFC nº 1.255/09 aprovando a NBC T 19.41, que trata da contabilidade para pequenas e médias empresas. As mudanças refletem na contabilidade societária (escrituração contábil), modificando os critérios de reconhecimento de receitas, custos e despesas. Com as novas normas, o resultado da contabilidade societária será diferente do resultado fiscal da empresa.