Conheça os métodos de custeio e escolha o melhor para seu negócio

Conhecer os custos que envolvem as rotinas da sua indústria é uma atividade de extrema importância para conseguir organizar com mais propriedade as finanças e a contabilidade da empresa. Afinal, os custos têm tudo a ver com o preço de venda e a sustentabilidade da sua produção. Por isso é tão importante estar inteirado deste assunto.

A primeira questão que precisa ficar bem clara antes de falarmos sobre os métodos de custeio e os tipos de custo é a diferença entre custos e despesas. Pode parecer algo simples, mas trata-se de uma diferenciação fundamental para não errar na hora de aplicar as metodologias que vamos tratar aqui. Então, basicamente:

Custo: é tudo aquilo que está associado à fabricação do seu produto. Aqui entram matéria-prima, depreciação de máquinas e equipamentos e a mão de obra produtiva.

Despesa: é tudo o que não está relacionado à produção. Ou seja, salários da equipe administrativa, marketing, material de escritório, limpeza, internet etc.

Outros conceitos bastante importantes para que possamos avançar são os custos fixos e variáveis. Veja:

Custos fixos: são valores que não sofrem alteração conforme ocorrem mudanças no volume de produção. Um exemplo é o salário dos colaboradores envolvidos na produção. Neste caso, é interessante observar que a questão da folha de pagamento, eventualmente, pode ter alguma oscilação, seja por horas extras ou bonificações, seja por reajustes pontuais. Mesmo assim, trata-se de um valor fixo que se tem todos os meses e com pouca variação.

Custos variáveis: são valores que se modificam de acordo com a demanda. Aqui, um bom exemplo é a energia elétrica necessária à linha de produção. Embora esta conta possa ser incluída em uma despesa, e ainda por cima fixa, é possível fazer a separação com aquilo que se usa especificamente para a produção. Neste caso, dependendo da demanda, há uma variação importante no gasto com esse custo.

Desmembrando os custos: conheça os diferentes métodos de custeio

Existem vários métodos de custeio. Mas vamos nos ater aos dois mais comuns. O primeiro, um dos mais simples e objetivos, é conhecido como método de custeio variável. Bom, já sabemos que os custos variáveis estão associados ao volume de produção e vendas da empresa e, por isso, variam (como o próprio nome diz).

Eles podem ser classificados de três maneiras:

CPV (custo dos produtos vendidos): bem comum nas indústrias, é composto pelas matérias-primas e insumos utilizados na fabricação.

CMV (custo das mercadorias vendidas): é utilizado no cálculo dos custos de vendas no comércio ou revendas. Ou seja, não inclui custo de produção, apenas o quanto se pagou efetivamente pelo produto no atacado ou do fornecedor/fabricante.

CSV (custo dos serviços vendidos): é utilizado por empresas de serviço para o cálculo dos custos de serviços, ou seja, quando não há um produto ou mercadoria para ser vendida. Normalmente, pela complexidade na forma de verificar o custo real, empresas desse tipo costumam usar o método de custeio por absorção (que veremos adiante).

Para calcular o custo variável é preciso considerar a quantidade realmente utilizada na produção dos itens a serem vendidos. Por isso, é necessário conhecer a quantidade de cada matéria-prima que vai compor uma unidade do produto. Ou seja, soma-se o custo de matéria-prima envolvido na fabricação de uma unidade e multiplica-se pela quantidade que foi fabricada. Por fim, multiplicando o custo unitário pela quantidade total que foi vendida, tem-se o CPV.

Sobre o CMV não há nenhum grande mistério: o método de custeio variável aborda apenas o valor pago pelo produto para ser revendido, como já dissemos.

E em relação ao CSV, também já adiantamos que o setor de serviço costuma utilizar outro modelo. Aliás, não somente empresas desta área escolhem um método de custeio diferente. É comum que várias adotem uma alternativa, até por atender ao critério legal exigido no Brasil para fins de cumprimento dos Princípios Fundamentais da Contabilidade: estamos falando do método de custeio por absorção.

O método de custeio por absorção

Também chamado custeio integral ou custo integral, tem esse nome justamente por absorver os custos fixos no custo final de cada produto vendido. Quer dizer, ele não considera apenas aqueles volumes variáveis que compõem o preço do produto.

A folha de pagamento, que apresentamos como exemplo lá no início do texto quando falávamos das definições, entra no cálculo aqui, diferentemente do método de custeio variável.

Então, no caso do custo por absorção, o custo dos produtos vendidos é composto por tudo aquilo que gera algum gasto no processo de fabricação: valores diretos, indiretos, fixos ou variáveis, estruturais ou operacionais. O objetivo é, como o próprio nome diz, permitir que cada item absorva o máximo do custo necessário para produzi-lo, permitindo que se estabeleça o valor mais adequado para compensar todo o desembolso feito no processo produtivo.

E esse cálculo só estará completo no momento da venda do produto, porque até a logística deve compor o cálculo. Enquanto a mercadoria não estiver nesta etapa, ela deve compor a lista de estoques de produtos em elaboração ou estoques de produtos acabados.

Independentemente do método considerado mais adequado para a sua empresa, é fundamental que exista um planejamento para evitar o erro de cálculo e, assim, acabar precificando errado. Até porque vender pelo preço errado significa prejuízo. Daí a necessidade de ter informações exatas e completas sobre todos os custos e também as despesas da sua indústria.

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