Confira o impacto da reforma trabalhista para a indústria

O impacto da reforma trabalhista para a indústria vai depender da forma como a gestão de pessoas for conduzida. Em geral, o receio de muitos trabalhadores com a nova regulamentação reside principalmente nos aspectos que preveem negociação direta com os empregadores, além da carga horária e férias. No entanto, essa possibilidade de negociação direta pode ser administrada de maneira a ficar positiva para todas as partes, e nós vamos explicar certinho por quê.

No caso de uma indústria que possua uma forte variação na demanda de acordo com a sazonalidade, uma possibilidade do mais recente texto da lei trabalhista é o chamado trabalho intermitente. Nesse modelo, a empresa aciona o funcionário apenas nos momentos em que tem necessidade. Se bem acordado com o colaborador, essa alternativa tende a trazer benefícios para os dois lados. Para a empresa, existe a possibilidade de pagamento proporcional, o que reduz custos e evita manter um funcionário ocioso na fábrica. Para o trabalhador, é uma oportunidade que ele tem de tocar projetos pessoais, resolver questões externas, empreender e até mesmo atuar em outra atividade.

No entanto, para que ele tenha segurança de como organizar e conciliar todas as suas demandas, é preciso estruturar esse modelo de uma forma muito clara, tanto para auxiliar na gestão do seu negócio quanto para fazer com que o colaborador possa se planejar. Se a questão nem for sazonalidade, mas realmente fazer ajustes de pessoal, as novas regras para demissão podem ser acionadas. Imagine que os projetos pessoais desse funcionário tenham deslanchado ao mesmo tempo em que a sua indústria sente a necessidade de enxugar a equipe de produção. Nesse cenário, o contrato pode ser encerrado em comum acordo: o trabalhador é desligado podendo sacar 80% do FGTS, cumpre apenas metade do tempo do aviso-prévio e, assim, não onera demais a empresa (pois ela paga somente 20% de multa sobre o FGTS), sem perder todos os seus direitos.

Aqui entra a questão principal da reforma trabalhista: a negociação direta entre empregador e empregado. Em comum acordo, muitas coisas podem ser decididas em benefício das finanças da empresa e da preferência do funcionário. Contudo, obrigações constitucionais, a exemplo do FGTS, licença-maternidade, férias, décimo-terceiro salário e afastamento por doença, não podem ser mexidas.

Assim, diminuir as férias não é possível, mas dividi-la em até três vezes, por exemplo, é uma atitude excelente para organizar a produção e ao mesmo tempo fornecer uma possibilidade dos colaboradores em aproveitarem mais períodos de descanso. Ainda sobre negociações e períodos de descanso, a adoção do banco de horas em contraposição ao pagamento de horas extras, da mesma forma, pode ser acordada tranquilamente e muitos colaboradores podem abraçar essa ideia sem receios, ainda por cima contribuindo para a redução de custos.

Gestão de pessoas para diminuir o impacto da reforma trabalhista para a indústria

Para gerenciar todas essas mudanças e permitir que as novas diretrizes possam ser incorporadas sem refletir negativamente na rotina da equipe de RH, é fundamental um bom sistema para RH. Mais do que nunca, esses variados modelos de trabalho exigem um suporte que faça com que a empresa esteja dentro da regulamentação e, ao mesmo tempo, possa garantir um clima organizacional tranquilo.

Com o software adequado, toda a estruturação das diferentes formas de contrato de trabalho pode ser realizada com mais critério, evitando que a indústria tenha dificuldades em administrar as necessidades das variadas áreas. Porque, por exemplo, o setor administrativo talvez não precise trabalhar no regime intermitente, ao passo que na produção essa lógica pode ser uma possibilidade útil.

As possibilidades são inúmeras e fortes o suficiente para garantir um melhor custo-benefício para sua indústria em relação às despesas com obrigações trabalhistas. Entretanto, como em qualquer outra atividade, a organização e o suporte adequado é que vão fazer a diferença para que a empresa possa tirar o máximo proveito dessas alternativas, sem desmotivar seus colaboradores.

O importante é fazer valer a negociação direta e manter um canal de diálogo sempre aberto para que nenhuma medida penalize os funcionários. Esse cuidado é essencial para assegurar a aceitação e o engajamento de todos e permitir que qualquer mudança só venha a acrescentar e beneficiar os seus resultados.

Por isso, conte com a WK! Nós temos um sistema para RH que atende necessidades do departamento pessoal das indústrias. Com ele, fica muito mais seguro adotar as possibilidades da nova lei trabalhista e, assim, proporcionar um novo momento de motivação dos funcionários, retorno financeiro e produtividade para a sua empresa.